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Sexta-feira, 20 / 09 / 2019
OPERAÇÃO VIÚVA NEGRA
PC encontra ossada humana e prende suspeitos

Data da notícia: 2019-04-29 19:09:54
Foto: Divulgação
As escavações foram realizadas em um terreno na cidade de Buritis

No sábado (27), agentes da Delegacia de Polícia Civil de Presidente Médici localizaram duas ossadas humanas, vítimas de homicídio ocorrido no município de Buritis. A diligência faz parte da Operação Viúva Negra, desencadeada para investigar uma série de homicídios entre os anos de 2008 e 2019. As suspeitas dos crimes são as esposas das vítimas.
Após informação de que um adolescente teria sido assassinado e o corpo dele foi jogado em uma fossa na cidade de Buritis, em 2008, agentes da PC realizaram uma série de buscas, que se estenderam à cidade de Sapezal (MT) e Buritis para localizar o corpo.
Com o apoio da Delegacia de Polícia de Buritis e informações levantadas junto à Polícia Militar, a equipe identificou e analisou locais no município. No segundo dia de escavações, a ossada foi encontrada.

TRIÂNGULO AMOROSO MORTAL
As investigações revelaram que a vítima foi assassinada como queima de arquivo. De acordo com a PC, ela havia presenciado um homicídio, ocorrido em 2008, na cidade de Presidente Médici, onde um homem levou um tiro na cabeça enquanto tirava leite em um curral.
A suposta testemunha do homicídio era funcionário da vítima e estava junto com ele no dia do crime. Na época, a vítima era adolescente e desapareceu da cidade antes de ser ouvido pela polícia. Nas investigações, os policiais levantaram indícios que ele teria participado da morte do patrão por questões passionais, por ter uma possível relação extraconjugal com a esposa da vítima.
A esposa da primeira vítima foi indiciada no inquérito e levada a júri popular, mas foi absolvida por falta de provas e desde então o caso permanecia arquivado.

REVELAÇÕES ENTRE FAMÍLIA
Em 2018, o caso tomou novo rumo quando um homem conhecido como J.R.S. sofreu uma tentativa de homicídio, logo após ter se separado da esposa e tentar reatar o relacionamento em seguida. Durante as investigações, os policiais descobriram que o autor da tentativa foi o atual namorado da ex-companheira de J.R.S.
Desde então, J.R.S. começou a pressionar a ex-esposa para reatar o relacionamento e ameaçou o namorado dela várias vezes. Segundo a polícia, ele estava “desesperado” com a separação e o fato de sua “ex” estava ter em um novo relacionamento, que começou a fazer revelações comprometedoras.
Nas rodas de bares, J.R.S. assumiu ter matado um homem, em 2008, a mando da própria esposa da vítima, que por sinal é era a ex-cunhada. J.R.S. ainda comentou que, em Buritis, também matou o jovem a mando de sua ex-esposa e da sua irmã dela. Segundo J.R.S., as irmãs temiam que o menor abrisse o jogo com a polícia. A revelação rapidamente chegou nos ouvidos da polícia, que reabriu o caso.

CASAL ASSASSINO
J.R.S. também havia contado a amigos como matou jovem. Sem esboçar remorso, ele disse que, na época do crime, ainda era casado com sua ex-esposa, e a vítima morava com o casal. Logo que o rapaz dormiu, o casal o matou a pauladas e o enrolou em um lençol. Depois, jogaram o corpo em uma fossa que ficava no terreno onde residiam em Burutis. Em seguida, atearam fogo ao colchão em que a vítima dormia.

QUEIMA DE ARQUIVO
Logo que a conversa se espalhou, J.R.S. foi morto a tiros de pistola calibre 9mm, em frente à residência em que morava, em 30 de janeiro de 2019, na cidade de Presidente Médici.

ELUCIDAÇÃO E PRISÕES
Com indícios que comprovavam a participação direta das irmãs nos três homicídios, o delegado pediu a prisão preventiva da ex-esposa der J.R.S., do atual namorado e da irmã dela, que foram deferidas pelo juízo da Comarca de Presidente Médici.
O namorado e as irmãs foram presos pela polícia, mas negam a participação nos assassinatos. Durante as investigações, os policiais encontraram um vídeo gravado por J.R.S. no qual ele confessava a autoria dos homicídios de 2008, afirmando que sua ex- companheira o auxiliou nas execuções e nas ocultações dos cadáveres. Na gravação, ele também confessa que recebeu da cunhada R$ 1 mil reais para matar o menor.

OSSADA ENCONTRADA
Na cidade de Buritis, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, os investigadores conseguiram demarcar uma área onde possivelmente o corpo do rapaz poderia estar.
Após dois dias escavações, os policiais conseguiram localizar as ossadas do jovem. Junto às suas roupas, também foram encontrados um vestido branco e uma calça marron, possivelmente utilizadas pelo casal assassino.

QUEM MATOU J.R.S.?
De acordo com o delegado Rodrigo Spiça, as investigações continuam na cidade de Presidente Médici para identificar os autores da morte de J.R.S. A PC pede a quem souber de informações sobre o crime, procurar a polícia. Não precisa se identificar.


Fonte: Comando190


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