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Bom dia! Sexta-feira, 19 / 10 / 2018
SAÚDE
Agevisa fiscaliza eficiência de empresas no transporte de medicamentos

Data da notícia: 2018-05-04 18:06:27
Foto: Assessoria/Divulgação
Controle de temperatura e umidade são alguns dos itens fiscalizados
Diferentemente de qualquer tipo de carga, o transporte de medicamentos tem exigências que vão muito além de um sistema convencional, que exige um controle exemplar para garantia da eficácia e da propriedade dos produtos, conforme explica o farmacêutico Kerry Alesson Souza de Almeida, inspetor sanitário da Agência de Vigilância de Saúde (Agevisa) do Governo de Rondônia.

Segundo ele, tanto quem fiscaliza o serviço como as empresas de transportes devem ter consciência clara de suas responsabilidades, tendo em vista que o não atendimento às condições e regras, principalmente em relação à garantia de qualidade dos produtos, que leva em conta a temperatura – que difere conforme o tipo de medicamento – e a questão da umidade, que são exigência essenciais tanto no transporte como na estocagem da carga, por suas peculiaridades, podem resultar em prejuízo de sua qualidade.

Neste ponto, o inspetor lembra que um aspecto a ser considerado com relevante destaque e que é determinante para as condições de Rondônia é a questão do clima, que registra umidade muito além da adequada para a estocagem, que deve ser sempre inferior a 70%. Tudo isso, segundo ele, tem de ser observado, além de uma série de outros requisitos que as transportadoras de medicamentos devem atender, já que o transporte e tudo que ele envolve é de responsabilidade da empresa.

Entre os requisitos a serem seguidos, a atividade requer a presença de um farmacêutico responsável pelo controle da cadeia de distribuição dos produtos. Ele deve orientar e adequar as estruturas da empresa com o objetivo de cumprir a legislação sanitária em vigor e das Boas Práticas de Transporte (BPT), tudo em obediência a um conjunto de normas (resoluções) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Como norma geral, amparada em leis, expedientes e resoluções do Ministério da Saúde e Anvisa, a transportadora de medicamentos deve primeiramente possuir Autorização de Funcionamento (AFE), alvará sanitário, responsável legal, responsável técnico, e elaborar um Procedimento Operacional Padrão e um Manual de Boas Práticas de Transporte que sejam compatíveis com o conjunto de normas e legislações vigentes.

O sistema pode parecer complexo, mas é uma exigência legal, e neste caso o procedimento deve abranger, entre outros os seguintes itens: sistemas de qualidade definindo responsabilidades e autoridades; controle de documentos e registros; arquivo de reclamações com todos as informações necessárias para se tomar ações corretivas; controle de temperatura e umidade; auto inspeção do sistema de qualidade; qualificação de fornecedores; conservação, limpeza e manutenção de equipamentos; controle de pragas; e treinamento referente a procedimentos, saúde, higiene, vestuário e conduta dos colaboradores envolvidos.

Para Kerry Alesson, mais importante é garantir, no fim, que o medicamento transportado cumpra sua função. Daí, segundo ele, a exigência para se atender adequadamente todas as etapas do transporte de medicamento, incluindo o estoque e a distribuição. “Cada caminhão (baú) ou outro meio tem de apresentar todas as condições para o transporte regular e adequado dos medicamentos”, assegurou.
A equipe da Agevisa para fiscalizar o trabalho é de apenas três servidores, que conta com o apoio de todos os serviços de vigilância de saúde dos 52 municípios do estado de Rondônia.


Fonte: Assessoria


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