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Boa tarde! Terça-feira, 22 / 05 / 2018
SAÚDE
Agevisa alerta para a possibilidade de leptospirose com o fim do inverno

Data da notícia: 2018-04-18 09:28:54
Foto: Assessoria/Divulgação
A lama deixada pelas enchentes pode estar contaminada pela bactéria e transmitir a doença para os moradores
Com a baixa das águas em áreas alagadas durante o período de inverno amazônico, aumenta o risco de incidência de leptospirose, a doença infecciosa transmitida pela urina de roedores, como o rato de telhado, a ratazana, e a catita.
A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) alerta para os cuidados que os rondonienses devem ter para evitar a doença, que no estado tem registro de casos durante todo o ano.
“A ratazana ou rato de esgoto é o que mais transmite essa doença, e o contato com a urina é meio de contágio. É muito comum que eles façam suas tocas em terrenos com acúmulo de lixo e entulhos, e em bueiros. Se essas águas transbordam, trazem a urina e as fezes dos ratos com elas. E aí, o maior problema é quando a água está baixando, deixando para trás todas as bactérias (leptospiras) no local”, explicou a coordenadora estadual de Vigilância e Controle da Leptospirose e Pragas, Luzimar Amorim.
Segundo ela, a retirada de lixo, a limpeza dos terrenos e casas afetados por alagação, ou mesmo a higienização de lugares com infestação de roedores, devem ser feitas com proteção. “No caso dos ribeirinhos, com alagações constantes, a atenção deve ser redobrada, principalmente porque eles fazem o retorno para as residências após o período de enchente. Na falta de luvas e botas, podem ser usadas duas sacolas plásticas em cada mão e pé. O quintal deve ser raspado, nunca com contato direto com a lama. E a casa, é preciso ser desinfetada”, acrescentou Luzimar.
Para cada balde com 20 litros de água, é recomendado 200 ml de água sanitária. “É só fazer a mistura e espalhar no ambiente, deixando agir por 20 minutos, e lavando o local após o tempo de ação do produto, sempre usando o equipamento de proteção das mãos e pés. É importante também o cuidado com alimentos mal embalados. Se o alimento ficou exposto ou o roedor roeu o pacote, geralmente ele deixa fezes e urina, então a preferência é que seja descartado. Caixas d’água sem tampa também devem ser limpas. Esvazie a caixa, esfregue bem com uma escova ou esponja, e depois dessa limpeza, para cada mil litros do reservatório, espalhe um litro de água sanitária e deixe agir por 30 minutos. Encha a caixa e após 1h30 abra as torneiras, para que essa mesma água passe pela canalização e faça a desinfecção dos canos. Essa mesma água pode ser utilizada para a limpeza da casa”, esclareceu a profissional.
Nas áreas rurais, a coordenadora alerta para o acondicionamento dos alimentos no paiol. “Geralmente são lugares cheios de frestas ou com abertura entre o telhado e as paredes, o que dá acesso ideal para os roedores. E lá, tanto pode ter o roedor urbano, que já foi deslocado dentro de malas e caixas de alimentos, quanto os roedores silvestres, que são ainda piores por terem a possibilidade de transmissão de outras doenças”.


Fonte: Assessoria


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