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Boa tarde! Domingo, 22 / 04 / 2018
MISTÉRIO
Morto em invasão teve parte da orelha cortada

Data da notícia: 2018-04-06 19:07:49
Foto: CorreioCentral
Segundo a polícia, Lalaco foi morto por facadas e tiros
O corpo de E.R.S., o “Galego”, também conhecido por “Lalaco”, 36 anos, assassinado na noite de terça-feira (3) na invasão da Fazenda Triângulo na altura da Linha 203, que pertence ao grupo Trianon, dentro das marcações denominadas de assentamento Boa Esperança, foi retirado do local na tarde de quarta-feira (4) e foi levado para a cidade de Ouro Preto do Oeste.
De acordo com a polícia, antes de ser executado, Lalaco teve parte de uma orelha arrancada e no seu corpo haviam vários cortes e uma marca no rosto do lado esquerdo, em forma de X.
A polícia técnica esteve no local e confirmou as lesões à faca descritas no boletim de ocorrência, porém descarta que a vítima tenha sido torturada, conforme comentários no acampamento. A vítima sofreu disparos de arma de fogo na coxa, tendão de Aquiles e tórax.
Segundo a perícia, ainda não foi possível determinar a arma usada no crime. Quanto ao corte em forma de X no rosto da vítima, os técnicos afirmaram que E.R.S. apresentava um riscado profundo no rosto, mas não dá para caracterizar se foi na queda ou de faca. “A faca corta o tecido de um lado ‘para’ o outro, mas o corpo tem cortes de faca no pescoço, no tórax, e dois cortes no couro cabeludo”, relatou um perito.

Segundo líder assassinado
Este é o segundo homicídio registrado na área em 2018. Em fevereiro, J.N.N., 32 anos, morador de Vale do Paraíso, foi morto na fundiária da fazenda por um colega de derrubada dentro da mata.
Em junho do ano passado, no travessão da Linha 204, V.J.I. conhecido por “Lobo”, 50 anos, que liderava o grupo de sem terras em invasões de terra nas imediações, foi morto com um tiro nas costas.
A vítima foi morta de maneira traiçoeira; V.J.I. levou um único tiro à queima-roupa pelas costas na área de 1 alqueire, próximo à entrada da fazenda que foi arrendada pelo grupo de sem terras liderados por ele. As mortes registradas na Fazenda Trianon são de responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil em Ouro Preto do Oeste.
O delegado Moacir Nascimento Figueiredo, que responde interinamente na Unisp, viajou a Vale do Paraíso, mas não conseguiu chegar ao local do homicídio de Galego por estar em um veículo pequeno, sem condições de vencer as estradas.
No entanto, o delegado afirmou que a equipe do Serviço de Investigação (Sevic), designada para elucidar o crime, se deslocou para os travessões que servem de ponto de acesso às ocupações da Fazenda Trianon para ouvir testemunhas e determinar as linhas de investigações que serão tomadas.


Fonte: CorreioCentral



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